Já notou como o ser humano, generalizando, está ficando cada vez mais preguiçoso? Como não se propõe mais a gastar seu precioso tempo com coisas aparentemente “desimportantes” para a sociedade? Às vezes colocando uma enorme venda nos olhos, deixando que tudo que aconteça em sua vida pareça estar na mais pura normalidade.
A cada esquina existe um mistério louco a ser desvendado, basta tirar a venda do óbvio e colocar os óculos da curiosidade.
Você nunca parou pra pensar em por quê quando abrimos um refrigerante e colocamos na geladeira, o conteúdo da garrafa, com o tempo, vai diminuindo gradativamente e nunca é culpa de ninguém da casa?
“ – Pai, foi o senhor que bebeu a coca-cola?”
“ – Não!”
“ – Mãe, foi a senhora?”
“ – Não!”
Se não fui eu e nem ninguém, então quem foi?
O refrigerante passou a ser comercializado a partir de 1830. Sem dúvida foi um grande feito para a humanidade trazendo tantas alegrias em todos os tipos de festas e confraternizações entre amigos. Porém o tempo foi passando e as pessoas foram perdendo a vontade de comprá-los e nem toda a publicidade da época foi capaz de reverter essa situação, o que ocasionou uma considerável queda nas vendas de refrigerantes em todo o planeta.
Em meio a essa crise a empresa Coca-cola convidou todos os representantes de outras empresas de refrescos gaseificados para uma importante reunião em que seria discutida a atitude a ser tomada para reverter esse gráfico decadente. Juntos tomaram uma decisão que mudaria o rumo da história, porém de extremo sigilo, tão secreta que nem as esposas dos representantes poderiam ter ciência. Foi então que contrataram os serviços ilegais de Adan Ocean.
Pois bem, nossa história começa em 1826 quando o jovem Adan, herdeiro único de um exportador de salmão e M I L I O N Á R I O, começou a ganhar fama de solucionador de problemas impossíveis. Certo dia o jovem revirava o sótão de uma das humildes mansões de sua família e encontrou em meio às lembranças de seu falecido pai um objeto antigo, de grande estranheza: O artefato Sagrado de Rá.
Lógico que ele não fazia a menor ideia do porquê aquele pedaço de metal ter esse nome engraçado, mas o fato é que o tal objeto era nada mais, nada menos, do que a chave de um portal para um universo paralelo. Não vem ao caso relatar como Adan conseguiu abrir o portal, desvendando o enigma do artefato. Isso fica pra outra vez.
O portal dava acesso a um mundo muito diferente do nosso, com criaturas intrigantes e paisagens incrivelmente lindas, um mundo onde até as pequeninas coisas eram novidades. Também não irei falar muito sobre o outro lado do portal, porque só aí daria um livro inteiro. Contarei apenas uma das muitas coisas que Adan fez por lá.
Adan e seus aliados começaram, então, a montar um sistema que mudaria a vida das pessoas para sempre (assim como é hoje). O jovem contrabandista milionário havia encontrado naquele universo paralelo uma raça de criaturas que resolveria o problema das empresas. Ele os chamou de MIDMUGS, muito parecidos com duendes, porém muito menores e com a capacidade de ficarem invisíveis a olhos humanos.
Enquanto isso...
Seguindo as orientações do “cabeça” do plano, um grande laboratório foi construído com a falsa realidade de ser um local onde se fariam experimentos para novos sabores de refrigerantes, quando na verdade era inescrupulosamente um estabelecimento trivial onde psicanalistas contratados condicionavam aquelas pequenas criaturas a serem cruelmente viciadas em refrigerantes.
Com os MIDMUGS extremamente sucumbidos ao desejo exagerado de consumir refrigerantes começou, então, a última etapa desse maldito plano: o organizador chefe das operações secretas contactou todas as indústrias especializadas em fabricação de refrigerantes e aparelhos refrigeradores daquela época e propôs um acordo extremamente irrecusável. Nada se sabe da formalização e condições desse contrato até hoje.
O fato é que, a partir desse dia todas as geladeiras que são fabricadas no planeta vão para a casa das pessoas com um MIDMUG escravizado em um compartimento secreto, tomando todo o refrigerante quando a porta se fecha e a luz se apaga, obrigando você a comprar mais uma garrafa.
Quando meu avô me contou essa história, eu era bem pequena e fiquei estarrecida com essa nova realidade. Um dia quando voltei da aula de reforço peguei todo o veneno de rato que estava no armário e “botei” na garrafa de guaraná que estava na geladeira. Na manhã seguinte, Matilde, a faxineira havia morrido por intoxicação.
Eu não sabia que eles eram tão espertos!
hahahahahah Eu adoro essa crônica! Lembro da primeira vez que eu li e o que eu te disse e a minha opinião é a mesma: Você devia escrever um livro! =)
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